Houses of Parliament and the Big Ben (1834)
Londres é uma daquelas cidades de extremos. Como diz uma amigo meu, ou se gosta muito, ou se detesta. Como devem calcular, fiéis leitores, eu sou um daqueles que ama Londres. Talvez, dizem-me, por ser uma cidade que preenche o imaginário das minhas leituras, dos meus autores favoritos… talvez por ser o palco central de muita história estudada… talvez. A verdade, contudo, é que Londres confirma tudo aquilo que se pode pensar dela. Aí encontramos a diferença, o estranho e o familiar ao mesmo tempo, mas também, e sobretudo, encontramos aquela deliciosa mistura do multiculturalismo, de uma sociedade que se constrói diariamente com influências aparentemente inimagináveis.
Sinto-me, em Londres, humano. Sim, humano. Sinto-me único na minha individualidade, mas também como parte integrante desse motor global. É certo que a grande Londres andará bem perto dos 10 milhões de habitantes, compondo um turbilhão urbano que mantém os nossos sentidos sempre alerta, mas é, ao mesmo tempo, uma pequena cidade na sua magia própria. As tradições, o poder da monarquia, a influência da história em cada rua, em cada esquina, molda todo um carisma que confere à cidade uma atmosfera que transmite segurança… conforto… o estranho da diversidade transforma-se em confiança nesse bem mais precioso que é a humanidade. Eu sei caros amigos… lá estou eu a cair no cliché… a verdade no entanto é que em Londres as pessoas são realmente importantes, ao contrário de Lisboa, em que a confusão impera, em que a desinformação domina. Londres mostra-nos civilização. Desde o prestativo funcionário do metro que nos ajuda a escolher o bilhete mais adequado, com toda a paciência do mundo, passando pelo simpático indiano do supermercado que, na sua humildade, nos fala da grandiosidade passada de Portugal.. mesmo nunca tendo vindo ao nosso país, chegando ao entusiasmado hispânico que, numa rua movimentada, nos vê a olhar para um mapa e, genuinamente, nos recomenda olhar para as placas em vez de olharmos para o mapa… levando-nos assim até ao hotel que estaria mesmo no final dessa rua. São pequenas coisas que fazem a diferença caros amigos. E sim, Londres, apesar da imponência, pomposidade, imperialismo das suas construções, é feita de pequenas coisas.
Alguns factos:
- 5 horas é noite, já que as lojas fecham a essa hora,
- Forma principal de entretenimento: musicais, teatro, cinema… cultura!
- Cidade cara: Em geral sabe-se que é uma cidade cara, mas o facto aqui é que é REALMENTE muito cara… café cerca de 4 euros; cinema 18 euros; fast-food 8 euros; restaurante médio 14 euros…
- Museus: em geral são gratuitos, tirando museus direccionados a um turismo de massas, como é o caso do museu de cera (arghhh)
- Livros, DVDs: muuuuiiiiito baratos (iupii)7
- Convent Garden: a visitar. Local da excentricidade, das pequenas feiras de Domingo, das feiras de livro, de teatro de rua…
- Leicester Square: local dos cinemas por excelência. São aí as grandes estreias de cinema e estão aí as principais e mais emblemáticas salas de cinema do planeta
- Picadilly Square: uma das praças mais movimentadas de Londres. Aí estão os famosos neons de publicidade, as grandes multinacionais.
- Trafalgar Square: outra das grandes praças de Londres. Bem no centro da praça ergue-se, imponente, a estátua de Lord Nelson, um dos heróis nacionais. Ladeada pelos dois leões de pedra, a coluna de Nelson marca o centro da praça, estando de frente para a Galeria Nacional de Retratos.
- The Globe Theatre, Saint Paul’s Cathedral, Tate Modern: tudo na City, a zona onde Londres terá nascido. A City foi totalmente reconfigurada ao longo dos séculos, já que foi uma das zonas mais fustigadas pelos sucessivos incêndios que atacaram a capital inglesa.
poderão encontrar algumas fotos aqui